Literatura | News

Minha (intensa) relação com a poesia

By on 31 de outubro de 2017

Minha relação com a literatura brasileira começou logo cedo, quando aprendi a ler e colecionava gibis da Turma da Mônica, de Maurício de Souza. A leitura sempre fez parte da minha vida, de uma forma tão natural que eu não conseguiria descrever. Mas, quando falamos em poesia, esse gosto pelas palavras teve forma quando me deparei com o “Soneto de Fidelidade”, de Vinicius de Moraes.

A autora deste texto é jornalista. Extremamente sensível. Viciada em café. Amante de poesia e, às vezes, da seus palpites fashionistas. Atualmente este blog também está hospedado no Portal Bonde. Sentem-se e fiquem à vontade.

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Os Heróis do Olimpo/ O Herói Perdido – Resenha

By on 6 de julho de 2016
Minha experiência
com a mitologia grega começou lá atrás, quando eu ainda assistia
ao desenho do Hércules, na TV. Mas, caros leitores, minha paixão
nasceu, de fato, depois que assisti pela primeira vez Percy Jackson e
os Olimpianos (sim, o filme antes do livro. Me julguem). Assisti os
dois filmes na TV e quando chegou aquele momento em que a Thalia
acordou depois de passar anos sendo uma árvore (coitadinha) eu
fiquei na necessidade de saber o que aconteceria depois, já que ela
era filha de Zeus.

Então aconteceu!
Sim, eu tive meu encontro com os livros do Rick Riordan, ou titio
Rick para os mais íntimos e não consegui mais largar. Foi um amor
tardio, já que todos os livros já haviam sido lançados, mas é
sentimento verdadeiro.

Me explica melhor

A primeira saga, que
foi intitulada de Percy Jackson e os Olimpianos é uma série
literária composta por cinco livros. Nele o protagonista é,
obviamente, o Percy, filho de Poseidon, o deus do mar. Toda a
história é baseada na mitologia grega, o que já é apaixonante por
si só. Mas, o que torna isso mais legal é que o autor criou um
ambiente moderno, visto que ele trabalha com a vida de uma nova
geração de filhos dos deuses gregos. Essas crianças moram em um
acampamento, que é chamado de ‘Acampamento Meio
Sangue’, onde são treinados para enfrentar todo tipo de monstros.

O Herói Perdido


A história começa
com Jason acordando em um ônibus escolar sem ter a mínima noção
de onde está e muito menos de quem é. Ao lado dele está Piper, que
diz ser sua namorada e Leo, o melhor amigo. Logo de cara começa a
ação! O ônibus é atacado e seu treinador é levado
misteriosamente. As referências da história anterior começam a aparecer, já
que Annabeth e todo o acampamento se uniu a procura de Percy, que
está desaparecido (‘O Herói Perdido’).

Tudo acontece muito
rápido e, como nos livros anteriores, você chega a ficar com a
respiração ofegante. O que torna um livro fácil de ser lido em
alguns dias, apesar de ter 439 páginas. E a grande é que o autor misturou mitologia romana em meio à história, dando
um sabor diferente ao que estávamos acostumados. Confesso senti
falta da presença dos deuses nesse livro. Aqui eles quase não
apareceram, mas tiveram papel fundamental na aventura.

Outra coisa que eu amo
no Riordan é o fato dele terminar as aventuras com uma deixa para a
próxima aventura. Dessa vez, é somente na última frase do livro
que algumas coisas começam a fazer sentido e eu sinto que Percy reaparecerá no próximo (para a nooooossa alegriaaa).  

Katiuscia Mizokami
A autora deste texto é jornalista. Extremamente sensível. Viciada em café. Amante de poesia e, às vezes, da seus palpites fashionistas. Atualmente este blog também está hospedado no Portal Bonde. Sentem-se e fiquem à vontade.

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POETA FELIZ?

By on 26 de junho de 2016

A um passarinho


Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se for por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis.

Deixa te de histórias
Some-te daqui

(Vinicius de Moraes)
“Vinicius, foi o único que realmente viveu como poeta”. Não sou eu quem disse isso não, foi Drummond no dia do falecimento do poetinha camarada. Lendo o poema acima e pensando na frase dita por Drummond fico a pensar. Um poeta realmente só é grande se for triste, como disse Vinicius na canção Eu Não Existo Sem Você?

Essa reflexão sonda minha cabeça muitas vezes. Afinal é preciso ser triste para ser poeta? Pensemos então nas mais famosas poesias. É muita coincidência que na maioria delas a palavra angústia esteja tão presente? Dor, aflição, ausência. NÃO! Não é coincidência. 
Em Leminski temos problema, mágoa, remorso:

“No fundo, no fundo,

bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo” (Trecho do poema Bem no Fundo, de Paulo Leminski)

Poderia listar inúmeros nomes. Drummond, Fernando Pessoa, Vinicius de Moraes, Mário Quintana. Esse último então, nem se fala. Todos sofreram quando escreveram seus tão deliciosos poemas de amor. 
“Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.” (Mário Quintana)
O Poetinha inclusive, escreveu seus melhores poemas sofrendo, tomando um porre de uísque dentro de sua banheira. Lugar onde Toquinho esteve também com ele. E o último lugar que Vininha esteve. Foi lá que ele faleceu. 
Não é uma regra, caro leitor, mas os melhores poemas são os que falam de amor. Isso acontece porque o poeta está sofrendo e uma pessoa que sofre quer botar para fora, quer desabafar. 
Eu já me meti a poetiza, mas parei, hoje sou feliz! Felicíssima ao lado do meu amor. Minhas poesias são de alegria. Sim, é possível viver poesia na vida real. Hoje sou poeta feliz!
Katiuscia Mizokami
*Estamos com o blog também no Portal Bonde. Faça-me uma visita: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31-67

Katiuscia Mizokami
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Ursinho Pooh visita Rainha Elizabeth II e príncipe George em nova história

By on 27 de maio de 2016

Quem mais aqui assistia o Ursinho Pooh quando era criança? Eu amava e olha que ideia incrível que a Disney teve. Para comemorar os 90 anos do Ursinho, que nasceu no mesmo ano que a Rainha Elizabeth II, a produtora lançou um livro digital onde os dois se encontram!

Batizada de “Winnie the Pooh e o Aniversário Real”, a história narra a aventura do ursinho que, acompanhado de seus amigos Cristóvão, Bisonho e Leitão, vão até Londres para entregar um poema à rainha.

Uma das partes mais fofas é quando Leitão entrega um balão ao príncipe George. Tem como não amar?

De acordo com informações da Revista Glamour, a rainha Elizabeth II cresceu lendo as histórias de Pooh. Confira a versão completa nesse link.

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Livros para colorir: são ou não são literatura?

By on 15 de julho de 2015

Muitas polêmicas rondam esse mundo cibernético e uma das que me chamou atenção esses dias foi o caso Livros para colorir: são ou não literatura?


Estava ouvindo o LiterárioCast (O penúltimo que eles postaram), que falava sobre esses livros que estão na moda e viraram febre mundial. Tanta febre que, veja só, tem gente fazendo convite de casamento para colorir. 

Foto: reprodução da internet.

Para quem ainda não conheça, embora eu ache impossível alguém nunca ter ouvido falar, vou explicar o que são os tais livros que ganharam os corações tristes e as almas estressadas das pessoas ao redor desse planeta chamado Terra.

Há, na contemporaneidade uma doença que atinge muitas e muitas pessoas: o estresse. Esse companheiro ingrato que acompanha e entristece muita gente. Antigamente para combater o estresse (não tão antigamente assim), as pessoas praticavam algum esporte, procuravam um psicólogo ou até mesmo tomavam aquelas pílulas da felicidade lindas <3 (deixo aqui minha mensagem de carinho com muito amor para a fluoxetina)!

Porém hoje, meus amigos, existem os livros de colorir. A proposta desses livros é de aliviar o estresse das pessoas com a pintura de desenhos de flores, árvores e bichinhos fofos. Nunca entendi qual é a desse ‘Jardim Secreto’. Assim como nunca entendi o objetivo real do ‘Destrua esse Diário’, mas isso é assunto para outro post. 

Me lembro das aulas de literatura que tive há um tempo, não muito remoto. A professora falava que a primeira literatura brasileira foi a carta de Pero Vaz de Caminha. Aquela que descrevia todas as belezas naturais do país e falava sobre pessoas que andavam por aí com suas ‘vergonhas’ de fora. Contudo, caros, vamos descobrir a definição de Literatura, que, de acordo com o Google (O grande mestre das indecisões mundiais) literatura é:

“uso estético da linguagem escrita; arte literária.”

E mais, livros sempre foram aquilo que contém um montão de palavras, ambora alguns tenham algumas fotos e desenhos também. Eu sempre achei que fosse isso. Então, do que chamaremos esses “livros”, já que eles não tem o essencial que um livro precisa ter para ser livro? 

Portanto, unindo todas essas evidências dou o  veredito. Não! O ‘Jardim Secreto’ e afins não são literatura. São simples e puramente formas de entreterimento e diversão. Assim como um dos participantes do LiterárioCast disse naquela ocasião, “São como os livros de palavras cruzadas Coquetel”.

Pronto amigos, podemos dormir em paz agora.

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Literatura?

By on 12 de março de 2015

Literatura. Sempre me pareceu um mundo tão fechado, tão exclusivo, tão,
Ela sempre me fascinou, desde os poemas de Quintana, até os sonetos de Drummond.
Mas quem me conquistou mesmo foi Vinicius, ele me ensinou a sentir a poesia.
Me fez olhar com os olhos da alma, e com a poesia tenho, em meio à turbulência, calmaria.

Me atrevo a escrever poema, sim. Sem métrica, sem regras nem nada.
Não me diga que não posso, minha poesia não precisa ser ovacionada.
Só escrevo para alimentar a alma, só escrevo para buscar minha calma.

-Minha necessidade de escrever me fez escolher a poesia. Minha indignação me fez escolher o jornalismo.
É um blog de moda? Sim, mas como se chama Fashionismo Poético, acho muito justo deixar claro para os leitores, meu amor pela poesia.

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Centenário de Vinicius de Moraes

By on 19 de outubro de 2013

Falar de ídolos parece sempre ser fácil, mas nesse caso não é. Não que o ídolo em questão seja  difícil de se entender, mas porque tudo o que escrevo parece ser pequeno demais, simples demais para ele.
Estou falando aqui do mais apaixonado poeta brasileiro, o maior sonetista, “o único que realmente viveu como poeta”, como disse uma vez Drummond em uma  ocasião bem triste. É o Vinicius de Moraes. O poetinha da paixão, aquele que já veio com o nome no plural.
É Vinicius que tocou meu coração pela primeira vez com o Soneto de Fidelidade. Foi ele quem escreveu a Bossa Nova, tão linda, mas que só é realmente bem valorizada fora do Brasil.
Vinicius é exclamação! É sentimentalismo misturado a uma graça de garoto. Ele era assim, e ainda continua vivo, eu sinto isso. Sei que continua. Pelo menos em mim. Ele fala comigo através de versos, sonetos e decassílabos. É assim, nossa comunicação surge através dos tempos que já se passaram.

Foi você que se foi cedo demais ou fui  eu quem demorei para chegar? Nos desencontramos meu poetinha querido. Contudo, sei que você sabia de mim, assim como hoje eu sei de você. Senão seria impossível eu me identificar em tantos poemas, músicas, rimas suas. Sei que você sabia da minha existência, mesmo ela ainda não existindo em seu tempo. Senão, como seria possível? Eu me vejo em quase todos os seus versos. Nós temos uma ligação. Poeta Camará!
De todos os meus sonhos você é o mais difícil. Como vou poder te encontrar meu poetinha? Como vou poder te abraçar e te dizer que sou a maior fã que você tem! COMO? Como vou poder sonhar em olhar nos seus olhos enquanto você canta uma de suas músicas mais bonitas pra mim?
Pois é, meu amiguinho Vinicius! Eu POSSO SIM sonhar com isso. Somente sonhar, poetinha! Assim como você fez, assim como você faz, pois você continua vivo!

Com Gilda Matoso

Vinicius de Moraes, década de 1980

Vinicius de Moraes, década de 1980

Com Luis Inacio da Silva no ABC paulista, durante o primeiro de maio de 1979

Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes

Com Chico Buarque

Com Cristina Gurjão, c.1970

Vinicius e Marta Rodriguez em Buenos Aires

Vinicius e Tom Jobim, 1978

Vinicius eToquinho, 
Com Tom Jobim e Edu Lobo

Com Tom e a filha Maria de Moraes

Com Tom e Toquinho, Paris 1972 
Com Tom Jobim, Aloisio Oliveira, Toquinho, Edson Frederico, Miúcha, 1977

Hoje é o centenário do maior Poeta do Brasil.
Ele merece todas as honras, todas as homenagens! Faça a sua também, ele merece.

*Todas as fotos pertencem ao site http://www.viniciusdemoraes.com.br/

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